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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Passado e Futuro?!

Fitar o olhar e não perceber o que vai na alma. Percorrer todos os sinais do corpo e não entender a sua mensagem...Por vezes nada quer dizer mesmo nada!
Não se escondem desejos secretos, vontades contidas,gritos silenciosos.

Quando o tempo pára só para um e continua para todos os outros em constante evolução para estes, torna-se penosamente inalterável para aquele.


Que futuro conseguiremos nós construir se ainda nos encontramos profundamente enterrados no passado?! Vivendo-o todos os dias num processo contínuo de lembranças e sensações....

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

.......

Errei, é verdade.... Mais não posso agora fazer que lamentar os meus actos.

Não tenho o dom de alterar o passado, terei que viver com as consequências dos meus feitos e ganhar maturidade para não errar no futuro.

Toco, sinto, vejo, cheiro, abro os olhos,acordo e continuo....

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Aqui, hoje, olhando para o amanhã....

Abandono a memória que trago em mim.Aquela que sucessivamente me atraiçoa e leva a percorrer novos horizontes deste bocado de vida que já vivi.

Sou um carrossel de emoções, em mim jazem e renascem novos e velhos sentimentos, que se apoderam de um ser que se quer pensar como inabalável,intransponível a um qualquer olhar, a um qualquer odor, a um sonho que noite após noite o visita e o transporta para um mundo irreal, de fantasia, que é vivido de uma forma tão intensa e natural, que o acordar se torna no maior pesadelo que alguma vez teve.

Vou acalentando por um novo viver, busco em cada novo olhar um sorriso sincero da alma, de desejo,de paixão, de necessidade de forjar dois destinos num só, imutável, resistente ao tempo,resistente a nós próprios,,,

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

O Novo Velho Ser

Prezo a nossa capacidade "camaleónia", que nos permite superar desventuras, abraçar novas oportunidades, criando em nós novos "eus" que se adaptam e se moldam às contantes realidades que surgem no nosso caminho.

Somos assim, seres que vivem intensamente cada momento da sua vida, que caem, que se levantam, que tornam a cair, que desesperam, que se tornam descrentes, mas que mais cedo ou mais tarde encontram em si a sua inata capacidade de regeneração e abraçam de novo a vida, prontos para encarar tudo o que de bom esta terá para lhes dar, conscientes de que novos obstáculos se lhe irão deparar no caminho, mas cada vez mais instruídos e conscientes das melhores formas para os ultrapassar.

sábado, 18 de outubro de 2014

Uma nova vida...

Momentos há que transformam a nossa vida.....eu chamo-lhes "cliques". Em que tudo se transforma, tudo muda de sentido, tudo se torna naturalmente mais simples.

Muitas das vezes nem somos nós que conquistamos esses momentos de lucidez e de bem estar connosco próprios, somos como que "empurrados" por outros para esse estado de completa sobriedade.

E assim nos tornamos autónomos, livres e seres capazes de apreciar aqueles pequenos momentos e gestos que nos trazem alegria e nos tornam uma boa e saudável companhia. :)

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Falo para mim...

Sabes quando não te sentes bem em lado nenhum?!...em que sentes, onde quer que seja, com quem quer que seja, um enorme sentimento de incompletude?! Quando percorres as ruas e te cruzas com inúmeras pessoas, que para ti são meras sombras, meros objectos móveis num quadro cinzento que é a tua vida?!

E depois não tens um qualquer porto seguro onde possas descansar um pouco, sentir alguma segurança, alguma paz para que te possas recompor,ganhar algumas forças para que possas vencer os teus medos...ter alguém em que te possas inspirar, por quem possas aspirar a ser mais e a superar te...

Falta-me tudo neste momento, sinto me uma enorme desilusão...perdi coisas bonitas na minha vida, perdi sonhos, hipotequei futuros, sinto me incapaz, tremendamente incapaz...

quinta-feira, 31 de julho de 2014

domingo, 27 de julho de 2014

sem nada...

À muito que me extingui, à muito que não se atravessa em mim um único raio de luz...Vivo na obscuridade, na dor, na angústia de saber que o dia de amanhã será igual a tantos outros que já passaram. Na derrota de desejar intensamente que esse dia não chegue, que não chegue mais nenhum...
Por mim ficava por aqui, estou exausto, descrente e sem imaginação para continuar.
Derrotei-me, fui derrotado, sinto-me sem papel neste momento, sem vontade de continuar a lutar. Estou sem forças, sem alegria, sem esperança....falta me o riso, o disparate desmedido e impensado, falta me tudo, sinto me sem nada....
 

sábado, 12 de julho de 2014

Consequências

Sentir de uma forma imensa é algo que nos perturba. Ter um sentimento que nos acompanha e nos domina torna-nos fracos e a mercê de uma insanidade assustadora. Ser alguém sem capacidade de controlar o que pensa, o que sente, o que sonha, é desumano e alimenta em nós um dia a dia de desesperança, de raiva e de angústias imensas, que se tornam cada vez mais insuportáveis, cada vez mais indomáveis….. 

domingo, 29 de junho de 2014

Movimento...

Hoje faço a mala, ainda ontem a desfiz e sinto que amanhã estarei novamente a fazê-la......Ando neste movimento perpétuo à procura de alguma paz no meu caminho, algum conforto, que não encontro, no entanto se tatua em mim quase automatizada esta incessante busca por algo que nunca está no fim da minha estrada...

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Um final?!

Anseio por me deixar ir na corrente, acreditar que o dia em que as minhas lágrimas secaram chegou e que encontrei a minha serenidade, a harmonia na minha vida.

São tantas as palavras e sentimentos que me percorrem neste momento e tanta a vontade de me libertar de todos eles, pois me aprisionam o corpo, a alma, todo o meu ser e não me deixam viver.

Sinto, sinto com demasiada intensidade, tudo o que não devia sentir, tudo o que não existe, que não tem mais significado, que não me recorda enquanto ser que sou, que foi e que vou deixando de ser, pois o que sinto vai consumindo um pouco de mim cada vez que me sinto assim.

Como que me vergo por fraqueza, a toda esta realidade que me rodeia e na qual me sinto mergulhado numa imensa insatisfação.


Sinto me quase que sem saída num sonho mau, do qual aspiro diariamente por um sinal, por um vislumbre por um final, seja ele qual for, só quero um final….

Tudo que não é nada....

O peso da palavra, do ser que nos envolve, da vida vivida, do sentimento que transmite cada pulsar da nossa origem, do tempo que urge e que passa sem deixar rasto, da alma que sente, do riso que contagia, do cheiro que fica, da lembrança que se esvai, do toque marcado na pele, da emoção que trai cada momento, do ardor, da novidade que nos surpreende, do temor que nos preenche, da faísca que se acende, do amor que se esmorece, da felicidade que surge, do momento que nunca mais acaba, de tudo….de tudo, que não é nada….

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terça-feira, 17 de junho de 2014

Recordo ainda...

Recordo ainda, e nada mais me importa...
aqueles dias de uma luz tão mansa
que me deixavam, sempre de lembrança,
algum brinquedo novo à minha porta...

Mas veio um vento de Desesperança,
soprando cinzas pela noite morta!
E eu pendurei na galharia torta
todos os meus brinquedos de criança...

Estrada afora após segui... mas ai,
embora idade e senso eu aparente,
não vos iluda o velho que aqui vai:

Eu quero os meus brinquedos novamente!
Sou um pobre menino, acreditai...
que envelheceu um dia, de repente!

Mário Quintana, poeta brasileiro.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Fotos....




terça-feira, 3 de junho de 2014

Sta Margarida do Sado – Beringel – Mértola – Afonso Vicente

Sta Margarida do Sado

Paragem para comer, um clássico nestas minhas viagens. Agora que penso nisso paro sempre para comer no mesmo sítio, mas não me consigo lembrar do nome. Provavelmente nunca prestei a devida atenção.
Questiono se há sopa e recebo um convicto “temos caldo verde”….ok, parece-me bem, um caldo verde, uma bifana em pão alentejano, um sumito e temos o almoço arrumado.
Ora bem, o suposto caldo verde tinha tudo menos “verdes”. Havia legumes de todas as cores, vermelhos, brancos, azuis as pintinhas, mas juro que não vi um único verde!! Daí que fui obrigado assumir que o conceito de caldo verde nesta terra passa mais por uma boa sopa de entulho leguminoso.
O que abundava na sopa, escasseava na bifana, o sal!...De resto não estava mau. E como não ambiciono por uma carreira como crítico gastronómico, nem me parece que o tasco esteja a concorrer a uma qualquer estrela Michelin, para o propósito de aconchegar o estômago, cumpriu o seu dever.
Quando lá entrei estava praticamente vazio, à medida que o tempo passou e já estando eu ao balcão a bebericar um café e pronto para pagar a conta, começam a chegar aos poucos, mas em grupos, magotes de gente, e o mais curioso é que cada um que entrava dizia um honesto e quase obrigatório “Boa Tarde”….foi aí que me apercebi que já estava bem longe da impessoalidade da metrópole….E assim sendo, BOA TARDE!!.

Beringel

Esta terra que confundo sempre à distância com Beja, dado o seu elevado volume de habitações no horizonte, sempre me despertou curiosidade. Não só porque se estica quase toda para a esquerda, para quem vai no sentido de Beja, mas também porque me parece efectivamente grande demais para uma terra onde à primeira vista não se passa mesmo nada!!
Decidi entrar no coração de Beringel, procurar um lugar à sombra e escrever umas linhas. Não vi quase ninguém nas ruas, o que cada vez mais suportava a minha teoria inicial e eis que encontro um pequeno jardim, bem tratado, sossegado, com bancos à sombra e pássaros a cantarolarem. Lugar tranquilo penso eu……Errado!! Hoje devia ser aquele dia do mês em que um funcionário da JF de Beringel pega num corta sebes hiper ruidoso e se dedica à jardinagem, para além de passar a maior parte do tempo a falar sozinho!
Com a cabeça a zunir digo adeus a Beringel. Foi curto, eu sei….

Mértola

Paragem rápida, uma foto e um cerrar dos olhos para avivar uma memória olfactiva, envolta nos sons do vento e do cantar das cigarras…o intenso cheiro da esteva.

Afonso Vicente

Destino final do dia… Que se pode dizer? Terra da minha  avó, onde quase tudo parece imutável, sendo recebido logo pela senhora minha avó, uma prima, o Tobias (o cão) e um marroquino, com um carro cheio de marroquinarias, que logo me pergunta se não quero comprar alguma coisa.
Após uns dedos de conversa, dou conta que a imutabilidade desta terra só ainda não consegue vencer uma das maiores certezas da vida, o Sr. Nunes faleceu. Este senhor que em tempos prognosticou o meu casamento em terras Rocieras, era um grande SENHOR, um bom amigo da minha avó, um estudioso e possuidor de uma cultura geral deveras invejável, presenteando-me cada vez que conversávamos com pequenas pérolas de sabedoria popular e não só.

Daqui o meu forte abraço e um grande bem-haja ao Senhor Nunes, que foi, mas que deixou um forte legado, especialmente nas suas palavras, muitas delas publicadas em livros e no seu eterno blog.  

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Need some human touch...

Preciso de algo ou alguém que me toque, que germine em mim um sentimento de paz, que desperte em mim emoções já vividas, que me permita apreciá-las e retribuí-las até à exaustão, até ao limite do possível, acreditando que esse limite não existe e que será sempre possível mais e mais.....e mais!!!

terça-feira, 27 de maio de 2014

What now?!

Chegou a uma altura da sua vida onde a solidão era a sua única companhia...a sombra a quem ele confessava as suas dores, os seus lamentos, com quem por vezes também partilhava alegrias efémeras, de tão curtas que eram que nem deixavam uma recordação ou uma ténue linha de saudade....

O dia passou a ser uma rotina preenchida de uma forma quase automática,vivido com um semblante fechado, carregado de angústia e saudade de outros tempos, onde se sentia seguro e sereno com o mundo que o rodeava....sentia-se agora alimentado por ódios e incertezas,por medos de futuros que não o seu.

Caminhava errante, contemplativo, consciente de um presente criado por ele, pouco esperançado num futuro acarinhado por outros....

sábado, 10 de maio de 2014

Uma peça....

Sinto uma vontade quase sufocante de escrever, de expressar aquilo que sinto, sem saber muito bem como o fazer ou que palavras partilhar!!!
Um pensamento não me sai da cabeça...."sinto uma imensa vontade de regressar a casa!!"... e agora como perceber isto ou elaborar um perfeito desenho deste meu estado de espírito para que me possa entender?!...penso que por um lado sei o que isto que sinto, bem como a vontade de o expressar, porque sei que não o posso conter e extravasar o meu sentimento atenua de certa forma esta minha angústia,mas como o explicar?!

Em toda a minha vida senti uma constante insatisfação por aquilo que tinha, por vezes e em certos momentos que eu próprio não consegui identificar, essa sensação era ilusória, porque na verdade me sentia completo e tinha tudo aquilo que poderia desejar para me sentir realizado e feliz....Nestes últimos tempos tenho vivido múltiplos sentimentos, experiências e realizações pessoais,como nunca vivi em quase toda a minha vida, no entanto, hoje tenho como nunca tive, a certeza que sinto vontade de voltar a "casa", que estou profundamente incompleto e que tudo o que me rodeia se parece como um puzzle em que falta uma peça...aquela peça....

domingo, 6 de abril de 2014

RIP


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

WTF

Tão difícil expressar aquilo que nos vai alma, a apatia que nos deixa sem fôlego e que nos trespassa de cima a baixo....Escrever era para mim libertador, uma forma de camuflar um pouco a minha dor,mas já nem isso me apazigua o espírito, sinto-me preso, sem vontade de o fazer, as palavras não saem, o pensamento ficou preso em algo e dali não sai....mantêm-se vivo e atormenta-me dia e noite...dorme comigo, acorda comigo, carrego-o como uma cruz de penitência, como um fardo de uma vida desenhada por mim, como uma sentença,da qual só me irei purificar noutras reencarnações.