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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Tudo que não é nada....

O peso da palavra, do ser que nos envolve, da vida vivida, do sentimento que transmite cada pulsar da nossa origem, do tempo que urge e que passa sem deixar rasto, da alma que sente, do riso que contagia, do cheiro que fica, da lembrança que se esvai, do toque marcado na pele, da emoção que trai cada momento, do ardor, da novidade que nos surpreende, do temor que nos preenche, da faísca que se acende, do amor que se esmorece, da felicidade que surge, do momento que nunca mais acaba, de tudo….de tudo, que não é nada….

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terça-feira, 17 de junho de 2014

Recordo ainda...

Recordo ainda, e nada mais me importa...
aqueles dias de uma luz tão mansa
que me deixavam, sempre de lembrança,
algum brinquedo novo à minha porta...

Mas veio um vento de Desesperança,
soprando cinzas pela noite morta!
E eu pendurei na galharia torta
todos os meus brinquedos de criança...

Estrada afora após segui... mas ai,
embora idade e senso eu aparente,
não vos iluda o velho que aqui vai:

Eu quero os meus brinquedos novamente!
Sou um pobre menino, acreditai...
que envelheceu um dia, de repente!

Mário Quintana, poeta brasileiro.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Fotos....




terça-feira, 3 de junho de 2014

Sta Margarida do Sado – Beringel – Mértola – Afonso Vicente

Sta Margarida do Sado

Paragem para comer, um clássico nestas minhas viagens. Agora que penso nisso paro sempre para comer no mesmo sítio, mas não me consigo lembrar do nome. Provavelmente nunca prestei a devida atenção.
Questiono se há sopa e recebo um convicto “temos caldo verde”….ok, parece-me bem, um caldo verde, uma bifana em pão alentejano, um sumito e temos o almoço arrumado.
Ora bem, o suposto caldo verde tinha tudo menos “verdes”. Havia legumes de todas as cores, vermelhos, brancos, azuis as pintinhas, mas juro que não vi um único verde!! Daí que fui obrigado assumir que o conceito de caldo verde nesta terra passa mais por uma boa sopa de entulho leguminoso.
O que abundava na sopa, escasseava na bifana, o sal!...De resto não estava mau. E como não ambiciono por uma carreira como crítico gastronómico, nem me parece que o tasco esteja a concorrer a uma qualquer estrela Michelin, para o propósito de aconchegar o estômago, cumpriu o seu dever.
Quando lá entrei estava praticamente vazio, à medida que o tempo passou e já estando eu ao balcão a bebericar um café e pronto para pagar a conta, começam a chegar aos poucos, mas em grupos, magotes de gente, e o mais curioso é que cada um que entrava dizia um honesto e quase obrigatório “Boa Tarde”….foi aí que me apercebi que já estava bem longe da impessoalidade da metrópole….E assim sendo, BOA TARDE!!.

Beringel

Esta terra que confundo sempre à distância com Beja, dado o seu elevado volume de habitações no horizonte, sempre me despertou curiosidade. Não só porque se estica quase toda para a esquerda, para quem vai no sentido de Beja, mas também porque me parece efectivamente grande demais para uma terra onde à primeira vista não se passa mesmo nada!!
Decidi entrar no coração de Beringel, procurar um lugar à sombra e escrever umas linhas. Não vi quase ninguém nas ruas, o que cada vez mais suportava a minha teoria inicial e eis que encontro um pequeno jardim, bem tratado, sossegado, com bancos à sombra e pássaros a cantarolarem. Lugar tranquilo penso eu……Errado!! Hoje devia ser aquele dia do mês em que um funcionário da JF de Beringel pega num corta sebes hiper ruidoso e se dedica à jardinagem, para além de passar a maior parte do tempo a falar sozinho!
Com a cabeça a zunir digo adeus a Beringel. Foi curto, eu sei….

Mértola

Paragem rápida, uma foto e um cerrar dos olhos para avivar uma memória olfactiva, envolta nos sons do vento e do cantar das cigarras…o intenso cheiro da esteva.

Afonso Vicente

Destino final do dia… Que se pode dizer? Terra da minha  avó, onde quase tudo parece imutável, sendo recebido logo pela senhora minha avó, uma prima, o Tobias (o cão) e um marroquino, com um carro cheio de marroquinarias, que logo me pergunta se não quero comprar alguma coisa.
Após uns dedos de conversa, dou conta que a imutabilidade desta terra só ainda não consegue vencer uma das maiores certezas da vida, o Sr. Nunes faleceu. Este senhor que em tempos prognosticou o meu casamento em terras Rocieras, era um grande SENHOR, um bom amigo da minha avó, um estudioso e possuidor de uma cultura geral deveras invejável, presenteando-me cada vez que conversávamos com pequenas pérolas de sabedoria popular e não só.

Daqui o meu forte abraço e um grande bem-haja ao Senhor Nunes, que foi, mas que deixou um forte legado, especialmente nas suas palavras, muitas delas publicadas em livros e no seu eterno blog.  

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Need some human touch...

Preciso de algo ou alguém que me toque, que germine em mim um sentimento de paz, que desperte em mim emoções já vividas, que me permita apreciá-las e retribuí-las até à exaustão, até ao limite do possível, acreditando que esse limite não existe e que será sempre possível mais e mais.....e mais!!!